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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Invocação ao Pandaemonaeon

Sigilo da Ellis - Ataque a Realidade



Invocação do Pandaemonaeon

Esse é um ritual experimental, então quem o testar, por favor, comente depois para nós!

Dos itens:
Você vai precisar de alguma vela da sua cor octarina ou qualquer cor que lhe agrade.
Faça uma mistura de três aromas de incenso que você goste, algo que seja diferente.
Desenhe um enorme sigilo da Ellis, como uma forma de criar um ponto de poder e de invocação do Pandaemonaeon. Ou a Estrela do Caos. Ou qualquer símbolo que você preferir.
Coloque a musica Pandaemonaeon do Prodigy para tocar e repetir, ou qualquer outra que te deixe um pouco alto.
Monte um altarzinho qualquer se quiser ou espalhe os itens pelo lugar.



            Ovongelos Pré-cognitivo



Do Ritual:
1 – Faça um banimento
2 – Se quiser pode abrir o vórtice. (Ritual do Vortex)
3 – Pronuncie sua intenção: “É nossa intenção invocar o Pandaemonaeon, a liberdade e a mente livre e criativa”.
4 – Coloque-se numa posição confortável e faça um pouco de pranayama para relaxar a mente.
5 – Aqui não importa a ordem, faça como achar que deve, acenda o incenso ou não, trace sigilos na vela ou não, acenda a vela ou não, deixa a mente ficar livre. Alteradores de consciência podem ser requeridos.
6 – Recite a invocação do Pandaemonaeon: (A parada é tão grande que eu estou certa de que quando terminar já vai estar em outro universo)




Invocabo coisa de Satan!
We are together in this conjuration
Nós somos muitos e somos um.
FACH TUTHACUZ AHIKAYOWFA FOUIJA
Somos filhos do Universo bêbado
Pra um final com um começo
Eu espero que venhamos a reconhecer o fato
Viver é conhecer ninguém
Viver é conhecer todos
O que eu sei que é um fato
Apunhalar alguém
E arrancar os olhos
Um açoite na cabeça, escalpelar com um sorriso
Eu invoco Charles Bronson
Enquanto como granizo
Hagalaz! Hagalaz! Hagalaz!
(Risos)
Fractal! Fractal! Se quebre as barreiras deste universo como tal.
C'mon C'mon C'mon Aaaaaauuuuuuuuuu!
Não, nós não gostamos de deuses que não sabem rir e tampouco daqueles que detém o conhecimento!
Uma ciranda de deuses criando uma nova era a se entrar, uma reunião de demônios criando novos problemas para solucionar, um conclave de humanos buscando se eternizar e o universo sorrindo e cantando, fingindo a tudo aceitar!
Seja a minha vontade, superior e derrube o véu que age sobre mim!
Venha, venha! Vamos ganhar na megasena
Que todo mundo seja legal e filha da puta ao mesmo tempo
Mas peraí
E quanto a Ken, Ryu, Alex Kidd, Sonic
Onde está Morfeu?
Onde está meu Eu?
Morreu?
Não, está no bolso
Não, está aqui conosco
Ah, mas claro que sim
Tomou Caosil Tripnaminalil Urkaosogol
Uran Uraeus Eusue Shumum Sulamita Apokalypsae
Burp! (arrote)
Stop the world I need to throw out some Burritos!
E como fica eu nessa dança louca?
Responde o Buda Insano: "Deixa de besteira Tu que a loucura é pouca!"
Ave cada um, ave todos e nenhum. Salve aos deuses de outrora, os deuses de agora, os deuses que não existem e os deuses que nada mais querem.
Ai de mim! Ai de mim!
Morra Blavatsky e sua voz silenciosa!
Venha para a loucura insidiosa
E todo amor a me! A me!
Que meus vizinhos chatos durmam num incêndio
Que eles cantem: "Branca Tia Chanca Eterna Branca"
Que eles queiram alagar as portas da percepção
Ao ligarem a torneira, colocarem tampões
Esqueçam de desligar, agora tudo irá se alagar!
Mas eu me sinto tão bem e leve
Sou um anjo que fugiu de Jeová
Ainda bem, pois caso contrário iria me matar
Agora eu estou livre e leve
Caguei na cabeça dos meus vizinhos
Mas depois dessas palavras
Eu finalmente dei descarga
Que todos os vizinhos chatos de magistas sinceros
Morram afogados em bosta
Para que possamos concluir a Grande Obra
Viva a Guilda dos Pedreiros Marítimos!
Que abrem as tubulações para arrastar aqueles que nos perseguem!
AGNOTHORIAMON! KARNAKHZATHOTH!!!
A todos os grãos de areia, os invoco. A todos os vermes que rastejam, eu os invoco. A toda folha de árvore caída, eu as invoco... Esquecei aqueles que nos esqueceram, seres superiores e intangíveis. Historia esquecida e ignorada, invoco-te!
Araeus, eu escolho você! Vai!
Carrega meu intento, seu safado!
Transforme-me num sátiro tarado
Cheio de ninfas ao meu redor!
Every man and every woman is an banana!
MZPLYTKT!!!!! 5x
Cut up! Cut up! Cut up!
Burroughs, me ensine essa porra!
Mas venha sem suas viadices!
Kallist! Kallist! Kallist! Kallist! Kallist!
Fnord!
If all on Olimpus will deny me; my vegeance, then all on Olympus will die!
Oh seres da terra, peço que me de um pouco de sua energia para fazer minha genkidama!
Kameramerá!
(Gargalhadas)
Lá vem o Sabá! Lá vem o Sabá! Com armas de Set e fúria de Sekhmet! Lá vem o Sabá!
Hardio! Hardio! Abrahadabra fiat Pandaemonaeon!
Unus mundus fiat lux en tout sum! Ergo omnia magiciana ad amore, credo mio, qui notre monde devenir une chose três belle!
Lapis pilosophorum no meio das fezes. Cresce belo e invoco o Grande do meio do vermelho e branco, sujo e fungo, para trazer conhecimento e caminho.
ZAZAS ZAZAS NASATANADA ZAZAS Zaritnctiminik Ofamo Oblamo Ospergo Hola Noa Nossa
Sixtina Cerum Heaium Ladafrium.
E pelo meu poder magicko eu convoco todos os habitantes dos dez mil mundos para que testemunhem essa invocação.
Spectacles, Testicles, Whiskey, Cigars...
"Que eflúvio distribuis pelo meu corpo exangue!
Tu, espírito da Terra, aqui de mim tão perto;
Sinto que as forças nascem em franco desconcerto,
Como se um novo vinho escaldasse o meu sangue.
Dá-me força a, no mundo, em louca ansiedade
Trilhar muitos caminhos e a felicidade
Buscar sozinho em meio a tanta tempestade;
Nem temer do naufrágio a mor calamidade!"
Eu sou eu, Nicuri é o Diabo!
All forms of control, never, never, never more!
Vem Pandaemonaeon! Vem! Vem! Vem!
Pandaemonaeon! Vem!
IO Pandaemonaeon!
Retribua! Retribua! Retribua! Retribua tudo!
Queima tudo!
Asmodeus me dê todo o conhecimento oculto, revele-me todos os tesouros escondidos na terra, que minhas lascívia e luxúria sejam infinitas e que meu poder magicko seja cada vez maior e que todos os meus amigos sejam aptos em seus trabalhos magickos e que meus possíveis inimigos tombem perante a mim!
Io Asmodeus... Io Pandaemonaeon!
KLATU VERACTA NIKTU!
Eu invoco a batatinha quando nasce, pra esparramar a grana pelo chão!
Pandaemonaeon, eu te chamo! Chamo tu, cara de tatu! Venha até aqui, rasteje e lamba meus pés. Faça o que eu te peço, senão te demito! Corra pelos céus e voe pelos mares, transformando cada pensamento e palavra proferida por mim em realidade. Pois sei ler os atos de um bêbado louco que corre nu pela cidade. HAIL!
Sou foda!
Sou foda na cama eu te esculacho!
Na sala ou no quarto
No beco ou no carro
Eu... eu sou sinistro
Melhor que seu marido
Esculacho seu amigo
No escuro eu sou um perigo
Avassalador, um cara interessante!
Esculacho seu amante
Até o seu ficante
Mas... mas não se esqueça
Que eu sou vagabundo
Depois que a putaria começou rolar no mundo (NO MUNDO)
Pra... Pra te enlouquecer
Pra te enlouquecer
Todas, todas que provaram não conseguem esquecer
Sou foda
Sou sinistro!
Aethire!!!! Aethire!!!!! Aeon Saphire!!!!!! IO MADHA NOKAION ZIRNUTH KADOSH KADOSH ZOARTRONUM!!!!!!!!!!
Xaglow Outhi! Xaglow Chinit! Xaglow Chaluq! Ahykaywofa! Ahykaywolfa! Chiqual Choyofaque!

7 – Faça o que te der na telha depois disso, carregue sigilo, escreva, vai dormir, imaginação ativa, mande todo mundo pro inferno, escreva para a gente postar no Realidade Demitida, whatever...
8 – Finalize e faça um banimento.

Gratidão à: Vortek the Kaos - Paulo Francisco Jr. - Katherine Damrbowski - Camila Monerat - Leandro Thurler - André Ricardo – Lilium Martins - Raquel Bastet - Willian Lucas - Miroslav Krnjajic - Dru Arnaldo Macchione - Fernando Beserra - Celso Junior - Antonio Ferreira - Andréas Noleto - Hihipirate Explorer - Tiago Mushi - Vinicius Ferreira - Juliano Chernob que foram criadores e co-criadores desse ritual. 

sábado, 29 de outubro de 2011

Pintinho Vivo Para Sempre!




Tudo mudou por aqui.
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Os pintinhos estão aí para lembrar uma bela história:
“O pintinho sem cu foi peidar e virou uma bolinha de tênis”.  (O Word colocou a palavra peidar como errada, por acaso não existe o verbo peidar em português?)
Todos nós que conhecemos o Pintinho Sem Cu, sabemos que ele é destemido, porque isso é uma conclusão lógica – Se quem tem cu tem medo – o Pintinho que não tem cu, logo é um destemido! E por me lembrar de uma bela época da minha vida, eu trouxe de novo esse grande mito à vida!
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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Chaglow Outhi

Ando muito preguiçosa nos últimos dias para criar coisas novas, na verdade eu acho que estou precisando usar o Dricteva para a Criatividade, porque está foda! Mas passeando pelos fóruns do mundo, eu vi que um amigo meu postou uma prece a Eros que ele mesmo criou, na época em que ele fez isso eu fiquei tão encantada com a prece que decidi fazer um trabalho em conjunto com ela e acabei criando uma musica no FL Studios e a cantando em Ourariano Barbárico.

Feito isso passei a ficar apenas ouvindo a musica, eu a repetia tanto durante o dia, que na hora que eu ia dormir, minha mente ficava repetindo a letra sozinha, enquanto meu corpo era envolvido pelo sono. O resultado disso, pelo pouco que eu pude notar, devido a demandas cotidianas que me exigiam mais atenção, foi um aumento gritante de homens me tratando muito bem (a gente sempre sabe por que homens tratam mulheres muito bem lol) e milhares de convites para passear ou fazer alguma coisa “interessante” no final de semana.

Então, ao ver novamente a prece hoje no fórum, postada pelo meu amigo Hihipirate, eu decidi criar um vídeo ao menos para disponibilizar a musica (que se quiserem apenas baixar o mp3 pode fazer isso AQUI, colocar no celular ou ouvir repetidamente já é o suficiente para depois a sua mente ficar repetindo isso sozinho.

O sigilo eu criei hoje e ainda não carreguei, mas pretendo fazer isso agora à tarde, ele basicamente foi feito para sedução e ser desejado pelos outros, sem contra-indicações para quem quiser carregá-lo e como está na descrição abaixo, seu mantra é Tujas Docem. 

Abaixo vou deixar a descrição da musica do modo como eu deixei no Youtube, com as traduções do Ourariano Barbárico em inglês e português e também para quem quiser acompanhar mentalmente ou cantando mesmo. Ritual de banimento antes e depois pode ser requerido.

Purple Magick to seduction, sex and attraction.
Their mantra is Tujas Docem

Magia Púrpura para sedução, sexo e atração.
Seu mantra é Tujas Docem.

Prayer (Hihipirate Explorer):

We are
From our heads to our toes
Desiring and wanting sex
It's impossible to turn away
It's impossible to fade
We are purple

Eros! God of sexual love
Liberate ourselves from our prisons of entrophy
And let us give permission to our bodies and souls
To live fully the sexual-self!

May the purple light scorching flame
Burn our barriers to ecstasy!


In Portuguese:
Nós da cabeça aos pés
Desejamos e queremos Eros
É impossível ignorar
É impossível desaparecer
Nós somos Púrpura!

Eros, deus do amor sexual
Liberte-nos de nossas prisões de entropia
E faça com que deixemos nossos corpos e almas
Viverem completamente o Eu-Sexual

Que a chama flamejante de luz púrpura
Queime nossas barreiras para a inspiração.

OXO DIBONGOF XIODELOW DINTHOQAF OUTHI
It's our intention to invoke the purple power.
É nossa intenção invocar o poder púrpura.

BOHUNCH ADJICIE OUTHI
Excite Lightness Purple
Excite Luminosidade Púrpura


CHAGLOW OUTHI
I'm Purple
Eu sou Púrpura


CHABOHEJ OUTHI
Gaining Power Purple
Obtendo Poder Púrpura

JINGAP XAMORG QUICH EMUUL
Kiss Seduction Desire Do Sex
Beijo Sedução Desejo Fazer Sexo


Prayer wrote by Hihipirate Explorer
Music and vocals by Chaos Baby
Sigil: Tujas Docem
The song was sung in Portuguese (Prayer) and Ourarian Barbaric

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Enchendo Lingüiça

Eu gosto dos dias que amanhecem cinzas e escuros, com aquela aparência típica de que vai chover e esfriar. Dias assim me lembram momentos em que embora muitas vezes eu estivesse sentindo coisas as quais eu julgo negativas, ao mesmo tempo eu as aceitava como algo muito comum e com prazer e amor. Essa aceitação é como se fosse um gesto puro de auto-amor, onde medo, dor e prazer foram vencidos. Castañeda talvez chamasse esse estado de “não-piedade”, enquanto outros falariam “não-afeição”. Mas, não piedade e não afeição anulam uma a outra. E dizer tudo isso acima, significa que eu estou numa brisa louca de Spare ainda, cara.

Às vezes me sinto como se eu fosse algum tipo consciente da continuação de Spare, pela certeza com que concebo que entendo exatamente o que ele quer dizer porque eu mesma já vivi a mesma experiência, mas todo esse processo é muito intuitivo e místico na verdade. É a simbiose. O processo de identificação. Mas a simbiose seria um modo de continuação e preservação de uma espécie “mutante”? Nesses momentos penso se não foi Spare minha semente. E como no processo do girassol, eu tornar a ser a semente de alguém. Esse também não poderia ser um contexto para o Daemon?

E isso é divino. A beleza é de uma natureza divina e talvez feminina. Porque é a beleza o portal da entrega. Sempre nos entregamos completamente ao que é bonito. E a beleza é o universo tocado pela musica clássica em sua divina plenitude. E o universo em sua própria realeza altamente indefinida, terrivelmente confusa. Confusão é a matéria prima. Mas, então isso se torna à pura beleza fluindo por todo o espaço como uma enchente divina. E é tão prazerosamente belo, que se sente afogado e ao mesmo tempo entregue a uma sensação a qual não sabe como descrever. Essa é a profundidade a qual gostamos chamar de profundidade por um senso poético. É como se por um momento você simplesmente pudesse sentir exatamente aquilo que o compositor sentiu quando estava criando aquela musica. É a pura onda da vida. E então a simbiose novamente acontece e já estou transmutada. Sou então de uma raça mutante, infinitamente indefinida.

E o dia está tão cinza que faz com que a musica soe triste. E ao mesmo tempo é infinitamente belo, tão belo que só pode ser visto pelo coração. Toda a sua percepção vai instantaneamente para a região do cardíaco. E eu gosto de manhãs cinzas, com arvores espalhadas parcamente pelas ruas cinzas e asfaltadas, com os pombos que voam de casa em casa. É como se algo profundamente comovido e altamente extasiado dissesse que esse é exatamente o seu momento, é exatamente isso o que você está fazendo e apenas isso, mas tal como concebe, é toda a eternidade.

E saber disso é tão desesperador, como altamente libertador. Mas, se notarmos ambas as palavras usadas: “desesperador” e “libertador” terminam com “dor” - ou ainda: "desespera a dor" e "liberta da dor". Condicionamos então a idéia da morte a dor, e será exatamente isso que iremos sentir toda vez que tivermos que ascender para outro nível de percepção, é doloroso convencer-se da verdade, mas é apenas um processo, um pequeno processo de disciplinada repetição. E às vezes é tão terrivelmente solitário estar aqui em cima, nesse nível de consciência, que muitas vezes preferimos e nos acomodamos com a esfera mais comum. A nossa realidade consensual.

E o que eu acho mais divertido e irônico nisso tudo, é que sinto um enorme prazer em tentar racionalizar isso, sinto como se eu estivesse fazendo algo de grandioso. Como se eu ainda estivesse tão apegada a minha vida de “ser” condicionado, que eu quisesse na verdade simplesmente ser o psicopompo da minha própria consciência. De modo a manter em todos os lugares meus pequenos apegos, que certamente se tornarão uma condição. E tudo o que se torna uma condição, condiciona. Gira, tem o mesmo resultado. E sem todos esses condicionamentos, como será que conseguiríamos conviver? Não estaria eu com muito medo de ficar por muito tempo sozinha num lugar que todos ainda estão com medo de ficar? Mas, também isso não abriria o caminho para outros encorajados pelos primeiros, não pudessem também se chegar? E eu também tenho a palavra do Aeon, eu também tenho as chaves de todos os outros aeons possíveis. Porque ao amar a beleza com tal auto-amor, eu não estaria também imprimindo uma forte função no universo, ao qual os outros também não tentariam se adaptar? É sempre a velha história do ambiente hostil.

E os vírus da beleza se espalham pelas notas e acordes da musica clássica e todo aquele que se prontifica a se entregar por um momento naquela musica, vive a simbiose automaticamente com ela, e várias coisas podem ser vistas ao mesmo tempo, mas pelo excesso de informação, não paramos para descrever e então reconhecemo-nos como iguais aquilo, num nível muito profundo. É como uma suave dança magicka. E eu não entendo porque muitas vezes eu sinto o belo como triste. Seria minha natureza mais voltada a tristeza que vê nela a beleza? E se é exatamente isso. Por que então deveria estar acontecendo algo de errado comigo? Porque não há, na verdade, nada de errado. Eu sou a pura expressão da perfeição em mim mesma. A dança clássica dos deuses!

E Baphomet simplesmente faz a dança dos bracinhos, sempre um pra cima e outro pra baixo. Sempre menina e sempre velha, sendo tão somente no momento eterno presente a mulher. E é Daleth que brilha acima de minha cabeça, não Gimel, como muitos queriam, inclusive eu. Porque assim como aprendi a dançar, eu também aprendi a mover. E então você imagina aquela quem um dia caiu na beleza de uma mesma forma. E isso é obsessivo de minha parte! Porque na verdade o mundo é tão destituído de sentido, que é mais prazeroso pensar como queremos descrever que nossas vidas sejam.

E alguém já te condicionou da mesma forma antes. Então, você tem de ir aos poucos dando espaço para sair do condicionamento. Mas, esse ato é em si uma nova condição. E ao mesmo tempo que parece doloroso pela questão do profundo desejo de liberdade, é definitivamente doloroso. Todas aquelas crenças que você gostou, todas aquelas crenças que você se apegou, por pior que fossem, é o que te faz também desejar ficar. É por isso que os budistas insistentemente diziam para procurarmos o caminho do meio. Não-afeição = Desapego. Estar em todos os lugares e em nenhum ao mesmo tempo. Spare chamaria isso de crença livre, talvez.

Mas tem coisas que você gosta tanto e tanto, que sacrifica a cada dia a sua liberdade por causa dela. É como são os casos de amor ultimamente. Não é o amor fluindo pela beleza na suave musica do universo, mas sim um apego obsessivo ao qual não conseguimos nos soltar. E assim amo também minha dor, meu medo, minhas inseguranças, minha materialidade, meu corpo, meus parentes, meus amigos e assim por diante. Mas isso não é amor, isso é apego. E esse apego é o que me faz viver uma anorexia amorosa de forma ambientalmente social. Seja como for, eu estou em permanente conflito com a sociedade e uma das duas forças uma hora terá de se modificar, para mais ou para menos, e então, não há mais conflito e eu não fico cansada.

E não se cansar significa acumulo de poder pessoal. Quanto mais descansados, mais poderosos. Quanto mais relaxado, mais benigno. Quanto mais profundamente relaxado, mais severo. Mas, estamos constantemente atentos ao medo e continuamente não nos entregamos. Ou será que isso soa como punição? E se sim, por que estaríamos nos punindo? Por que não nos permitir uma conexão direta com isso todo o tempo? Será que é só o puro instinto gregário que nos impede de dar o próximo passo? E por que gostamos tanto de estar perto, se não fosse pelo medo contínuo da nossa idéia de separação? E isso soa tão bonito, porque isso soa como real. Como se você estivesse fisicamente distante de mim, muito próximo a ela (a outra pessoa) e você souber com toda a sua profundidade, que está eternamente mais próximo de mim, do que dela, porque eu me tornei como uma pequena lâmpada que tua consciência acende sempre que se foca nela. E é quando por vias do amor eu mergulho no divino por meio de teu corpo, que nós entendemos porque desejamos tanto a simbiose no final das contas. Só pela simbiose é que podemos conceber a visão do amor pelo outro. E sermos profundamente confortados porque temos opções e isso gera o intenso prazer, o puro êxtase.

E por mais bonito que isso pode parecer para mim agora, eu alerto para o fato de que é puro enchimento de lingüiça durante uma longa brisa. Porque justamente agora eu estou saudando o amanhecer, dançando Bach com o Sol. E pensando no próximo prazer que eu irei me dar. Porque é aceitando o prazer que nós encontramos um tipo de sobriedade  para conviver com a eternidade e esse é o nosso direito. E que minhas palavras estejam tão cheias de beleza, como a visão que mantenho dentro de mim. Pois é sempre a beleza a dominar a força. E isso me lembra tanto Volúpia! E isso é tão belo como só a poesia poderia ser e tão feminino como só uma mulher pode se expressar. Mas, ainda não deixa de ser enchimento de lingüiça.  

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Kallisti



Quanta besteira parte de meu coração, aquele que se coroa com o ardor da raiva vermelha de Ares, o terrível deus, que sempre se dobra diante de mim. Por amor, sim, diferente não haveria de ser.

Desta que de boca rosada, libera da alma verde, o cantar de um nome, agora decidido. Ouve ao longe, de Afrodite os risos, porque dela os encantos são e os risos, sim os risos, de Philomeides, que me lembrou do Ares  profuso que existe em mim.

Harmonia, sorri, o doce sorriso do amor herdado de seus belos pais. Urânia ou Pandemos, não, isso não importa, tanto faz; foi ela a quem ao abrir a porta, sorriu e esteve comigo, em sua doçura, rir de uma alma aparentemente crua, que dos sonhos, aos irmãos, viu um novo ser nascer.

A estrela de oito pontas brilha ao longe, seguida de uma adorável gargalhada, resplandecente brilho verde de Vênus, aquela que ergueu-se do mar dos membros de Urânio. Despejando sua beleza, seu amor e seu triunfo as ondas do caos.

E então, eis que surge o desejo, Kallisti, assim devia chamar-se desde o começo. Doce Afrodite, por Éris tentada, já não fosse a mais amada, honrar-se-ia coroada pelas Horas, da beleza que só a ela pertencia. E eis que para a mais bela a coroa foi dada por Páris. E Kallisti também se tornou.

Todavia, é sempre a beleza a dominar a força. Kallisti... Kallisti... Kallisti...


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

I don't mind!

A chuva cai pesada lá fora e bem, às vezes eu gosto de dizer para a chuva que eu não me importo. Aliás, pelo quê eu deveria estar me importando agora? O universo gosta de sorrir, querido, e tempo é apenas ilusão. Quando nós abrimos a janela para olharmos o dia e vemos que as pessoas caminham com seus guarda-chuvas, um bêbado tropeça em sua própria garrafa e tudo o que eu não quero ter é razão.

E muitas vezes estamos nos importando tanto, nos importando com o que aquela pessoa falou, nos importando com o telefone que às vezes insiste em não tocar, naquela entrevista de emprego que demora em nos chamar, com a promoção no trabalho que parece nunca acontecer, com o pneu do carro que furou, com os erros que cometemos conosco ou com outros, com aqueles que são queridos, com aqueles que são repugnantes. E às vezes estamos tão empenhados em nos importar que muitas vezes nem sabemos porque é tão importante.

Com o  que anda gastando seu tempo, baby? Com qual assunto tem saturado a sua mente? Isso é realmente importante? Isso é realmente importante? Ou só está se deixando levar por qualquer vento? O universo continua sorrindo apesar de tudo. Então o que há de mais importante que se manter conectado com o fluir da vida? O que há de mais importante que deixar sua mente descansar no simples momento?

Sou como aquela folha que se desprendeu da copa e agora repousa sobre o chão ao sabor do vento. E não há nada mais importante que repousar, não há nada mais importante agora que me deixar curtir o momento e ouvir um maluco que canta e grita sob a chuva. Querido, não quer dizer que isso não tem importância, não quer dizer que suas expectativas não são também minhas ou semelhantes com as dos outros, mas a vida tem que fluir em seu próprio ritmo, o mundo precisa rolar em seu próprio campo. Estou apenas dando um espaço, estou apenas retirando as coisas velhas que não têm mais nenhum motivo para estar.

Não personifico nada, não me pareço com nada e sequer estou triste, mas isso não tem nada a ver com indiferença, só estou deixando por um momento que a vida escreva sua própria história, só estou permitindo por um momento que o universo se expresse da maneira que ele achar que deve. Acho que há momentos em que controlarmos a situação é importante, acho que há momentos em que nos situarmos e fazer valer nossa vontade é de extremo valor. Mas, há momentos em que observar e contemplar a vida da maneira que ela quer se apresentar pode ser um belo espetáculo para se assistir.

Mas, saiba, querido, eu estou ao redor... Você sabe, querido, que eu estarei sempre ao redor... Eu sempre estou ao redor e estou assistindo à peça do universo. Só por esse momento eu não quero ter razão e não quero ter controle, só por um momento eu quero me dar o direito de permitir que o universo se expresse da maneira que ele quer fazer, que o universo diga o que ele queira dizer. E como um velho bêbado, o universo não sabe fazer outra coisa senão rir. A gargalhada perene!

Li a pouco sobre alguém que queria se tornar um deus, lembrei-me em seguida que eu também quero ser uma deusa às vezes. Mas às vezes ser deus significa aprender a observar o fluxo da vida como ele se apresenta, às vezes para aprender ser deus é necessário ser honestamente humano, às vezes para ser deus é necessário se lembrar de que se é uma estrela e que o universo está cheio delas. Às vezes para ser deus, basta apenas fazer parte, basta apenas calar-se e parar o mundo interno.

E não estou querendo ter razão, estou querendo ser bela. Não estou querendo ser deusa, estou querendo ser humana. Não estou querendo ser o vento, quero apenas ser a folha que se desprendeu da copa. Não estou querendo agir, estou querendo simplesmente observar a beleza que se estende adiante de mim. Não quero ser o rio, quero apenas ser a fonte. Porque parar às vezes pode ser assustador, não se importar às vezes pode ser um tormento, não tentar controlar todas as situações pode te fazer sentir como se estivesse caindo num penhasco. Mas, depois que todos os seus demônios se aquietam e você se acostuma com a nova situação, parece que perde a importância de se importar tanto com as coisas.

Então, querido, se sente ao meu lado e olhemos para o nada, não estamos aqui para falar, ou para acertar as coisas, ou para nos importarmos com o que pode vir a ser ou com o que já passou, eu só quero nesse instante viver esse exato momento. Eu só quero nesse momento deixar minha mente devanear naquilo que ela achar mais prazeroso, eu só quero me dar o direito de ouvir a chuva, ou de sentir o vento tocando em minha pele.

Eu só estou me dando o direito de assistir a dança de Shiva, de ouvir as gargalhadas do universo, os murmúrios de Gaia ou estar receptiva para que as coisas aconteçam da maneira que elas queiram se apresentar. Eu só quero me dar esse tempo para poder ouvir Janis Joplin sem me preocupar, ou ter de fazer, ou cumprir prazos. Eu estou me dando o direito de repousar no silêncio criativo. No ser do próprio existir.

Mas isso não quer dizer que não é importante. Eu sempre estarei ao redor, querido.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

A Dança

Dê-me mais um trago desse fumo apolíneo que abre as portas para aquilo que me creio absurdo, porque agora não importa mais, nada disso importa, exceto esse pulo que me eleva para além dessa mediocridade. Não, não creio em mim, mas eu sou tudo o que eu posso crer, então faço o que resta e creio. Ainda que podemos fazer tudo isso sem nada disso.

Agora é a hora do adeus, quando eu retiro todas essas roupas e mergulho na imensidão. Esqueçam-me, tenho dito! E tudo o que tenho feito não é mais do que um momento, um momento em que os deuses gritam suas verdades, porém, nada absoluto, como o canto daquele que canta porque decorou a letra.

Recheiam-me com suas mentiras e temam quando eu proclamar a ultima mentira universal, porque dentro do buraco negro eu encontro algo como eu e mim. Nada como nada pode ser. Não seja, apenas deleite-se no prazer dessa dispersão, porque agora não importa, nada disso importa, exceto aquele que você encontra debaixo de uma camada grossa de puro mistério. Não seja, não é!

Sandman não me sorriu e me senti infértil. Entretanto, odioso aquele sorriso mesquinho que recebi agora pouco, terrível aquele ar de superioridade medíocre de um hipócrita tão mais odioso quanto eu. Quer realmente saber? Eu me importo, como tenho me importado com todas as doenças de Gaia, mas se dissesse que estivesse morto, eu riria a deliciosa risada de Dionísio.

Pulando e dançando por toda Grécia!

Poseidon está coçando sua barba, mas isso não demonstra que nós estamos sóbrios de qualquer maneira, porque sinceramente é esse grau de importância que não me importa. Eu só quero ter um lugar para sorrir e cantar, quero só um canto no universo onde minhas loucuras possam ser sussurradas e alguém como Zé, sorria desesperadamente.

Estive triste, não nego. Estive louca e não nego. Eu estive usando máscaras assombrosas que denotavam a comédia e a tragédia e qualquer semelhança com deuses teatrais não é acaso. Abracei-me à noite, sacudi-me com a dança e agora não há mais quem me laça, porque para longe eu estou indo...

Dançando com Dionísio a terrível dança. Ainda sou aquela bacante que nos campos você conheceu, eu ainda sou aquela que se enoja, não porque há algo em você que me desagrade, só acho que muitos não combinam com o meu vinho. Ares apaixonadamente sorri e nessa brutalidade eu estou apenas cantando e dançando, porque deixei para atrás aquilo que me tornava pesada e cansativa. É a alternativa.

Que morram com suas verdades, mas que engasguem a cada  momento com suas mentiras, porque chegou o dia da luz do verão levar adiante o reinado dos deuses da lucidez, mas eles não estão entre vocês, só alguns poucos podem sentir a luz que emana da canção que outrora de antigos foi bem conhecida. Morra e não viva, porque isto é para poucos e você por mim está honrosamente amaldiçoado!

Então, que venham, que dancem comigo os lobos, os deuses e aqueles que são de mim, os que estão em mim e aqueles que ainda não são. Que dancem sob a chuva ou sob o luar, que se deliciem dentro da época do sul, onde o céu é divinamente azul e as estrelas podem contar-lhes sobre seus dias. Que dance o irmão dos meus sonhos. Que dance o olho de Sauron. Que dancem aqueles anos escuros que nós enfiamos na sepultura do escárnio, que dancem o mal e o solitário, porque é assim que tem de ser.

E eu danço a amável dança dionisíaca. Eu danço sob a luz púrpura de Eros. Oh, Eros que sempre me olha com teus olhos repletos de amor, a ti meu corpo de desejo, pelo modo como o concebo, deleito-me em teus olhos púrpuros e teu cabelo preto e suave como a noite! Ama-me, Eros! Ama-me, Eros! Tu, meu desejo eterno!  Eros a mim, a mim, Eros! Io, Io, Io!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Trilha Sonora 2010

Como todos sabem eu não consigo viver sem musica e todo ano eu sempre acabo fazendo uma trilha sonora, esse não seria diferente. Claro que houveram milhares de outras musicas que foram marcantes para mim durante  esse ano, mas essas que eu selecionei para a Trilha Sonora de 2010 são com certeza as musicas que marcaram cada momento inesquecível e importante pra mim.

Trilha Sonora de 2010

Skkrttrbrain – Myrkur





Guardian Angel - Juno Reactor







Dark Matter - N Type




The Rukus - Technical Itch



Smack My Bicht Up - Prodigy




Doughtnut Song – Tori Amos



Body and Soul – Sisters of Mercy



Barons of Suburbia – Tori Amos




Wolf & Gyrfalcon – Tverd



Odin's Kraft - Etnoscope

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Fala que eu te xingo...

E as bobeiras vêm aos montes.

Pergunte que eu te respondo:

Joana – Chaos Baby, é verdade que se eu me apaixonar por um homem casado e der pra ele por um longo tempo e ser a melhor mulher do mundo, a mais sexy, a mais boazuda e o irritar pouco, ele deixa a mulher dele para ficar comigo?

Chaos Baby - Pode ser que sim, pode ser que não. Normalmente homem casado gosta de ter amante porque está viciado em adrenalina. Aí como ele é um neurótico problemático viciado em adrenalina e nem sabe disso, ele pensa que está apaixonado por você, mas na boa ele só está apaixonado por sexo interessante, cheio de aventuras, neuroses, medos e culpas e se ele ficar com você, por causa do vício que nem ele sabe que ele tem, ele vai arrumar outra amante e a corna vai ser você. Melhor ficar dando pro cara do jeito que está, enchê-lo de culpa e fazê-lo pagar suas contas. Já que vai dar, ganhe algum retorno com isso, amor não enche barriga.

Tadeu – Chaos Baby, eu estou sofrendo muito, meu patrão vive me enchendo de serviços, me humilha, me xinga e ainda promoveu o filho dele lá na empresa, eu queria pedir demissão, mas eu ainda estou confuso com isso.

Chaos Baby – Confuso você não está, você já sabe que quer demissão porque o seu patrão é um filho da puta. O que você está é com medo, porque você é um idiota condicionado incapaz de fazer qualquer coisa que queira. Aí fica aí frustrado, porque você realmente acredita que o Brasil está uma merda, pensa que vai ficar desempregado pro resto da vida e está com o cu na mão de tanto medo de se fuder. Então, você aceita essa situação miserável por medo de mudar. Não duvido muito que quando o seu patrão te demitir e será isso que ele irá fazer, porque você é um medroso cheio de auto-piedade, que você não pegará todo o dinheiro da sua demissão e dará de dízimo na igreja universal implorando para que Deus te dê outro emprego miserável como esse que você detesta e mantém.

Maria – Chaos Baby, é verdade que se eu der para um cara no primeiro encontro ele vai pensar que eu sou uma vadia e não vai querer namorar comigo?

Chaos Baby – Depende. Os homens são bons e inteligentes (às vezes, porque quando pegam pra ser burro nem Buda dá jeito) e eles reconhecem uma idiota de longe e os tipos mais estúpidos adoram as idiotas. E você é uma idiota. Pra começar você é uma imunda que pensa em dar em troca do receber, mas não do jeito simples que as coisas tem que ser. Primeiro, minha filha, se você quer dar, dá. Se ele vai ou não te ligar no dia seguinte é um problema dele, não seu. Se você quer dá e não dá só pro cara ficar com você até te comer, quando ele te comer, ele vai ver o quanto você é idiota e vai dar o fora. Se um cara te pede em namoro só porque você não deu, ele é tão idiota quanto você, aí certamente vocês dois condicionados filhos da puta, vão criar uma família, terem filhos condicionados e idiotas feito vocês e o mundo continuará essa merda que é. Se você encontrar um amigo meu e der no primeiro encontro, se o cara gostar de você e não notar que você é uma idiota, não importa se deu ou não, ele decidirá se gostará de você ou não, se ele gostar ele te coloca no armário, se gostar, mas não tanto assim, ele vai te ligar de vez em quando. Mas, com essa sua mentalidade alá Virgem Maria, certamente nenhum amigo meu vai gostar de você. Então, a dica que eu dou é ou deixa de ser idiota ou continue uma idiota.

Josefa – É verdade que os homens gostam de mulheres difíceis?

Chaos Baby – É verdade que os homens (os heteros) gostam de mulheres. Se você se fizer de difícil e quer dar, cairá no nível de idiotice crônica da fulana respondida acima.

Socorro – Chaos Baby, é verdade que quanto menos eu der pro meu namorado, mais tempo ele vai ficar comigo?

Chaos Baby – É verdade que quanto menos você der para o seu namorado, mais tempo ele ficará com as outras.

Antonieta – Chaos Baby, é verdade que os homens preferem as mulheres de cabelos lisos?

Chaos Baby – Na verdade o grau de idiotice e falta de personalidade fizeram os homens achar que só as mulheres que seguem a moda é que são bonitas. Menina, não se engane, é um bando de condicionados, filhos da puta, controlados pela mídia.

Damascena – Chaos Baby, que eu faço? Meu marido me troca para assistir jogo do Corinthians.

Chaos Baby – O que você faz? Se mata. Puta falta de amor próprio! Além de casar com um maloqueiro, ainda reclama porque ele te troca pelo futebol. 

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Materialize-se

Alguém chamou meu nome, eu sei lá quem era, pensei que fosse um deus. Eu tracei um velho sigilo no peito dele, o sangue às vezes tem uma coloração bonita. Veja, isso devia ser suave, mas a garoa rasgou a minha carne nessa manhã.E algo como um anjo cuspiu ao longe enquanto baforava a fumava do seu cachimbo.

Sabe, Miguel, às vezes quando eu sinto que o vento está soprando demais, eu fico assustada. Você esteve doente que eu sei, e eu estive louca nas ultimas horas, assim as Norns tecem...

Um sonho desceu rolando ladeira abaixo e as cortinas começam se abrir para o ultimo espetáculo. Não se irrite com estas coisas, Miguel, o universo quase nunca sabe o que está fazendo. Mas, às vezes eu gosto de pensar que posso saber e quando estou para alcançar a verdade, erguendo meus pés, eu escorrego e caio... E a verdade? Ela vira uma bolha de sabão que estoura no ar.

Meus deuses, eu não sei de coisa alguma e nessa febre louca que todos estão queimando, alguém dita as regras... E alguns anarquistas, meus amigos, sacodem a cabeça e gargalham as gargalhadas cintilantes dos deuses solares. E isso soa como ordem. Mas, nem é isso que nós queremos agora. Ou é?

Miguel, tropeçaram naquelas coisas velhas que nós escrevemos naquela vida passada, quando o mundo era apenas algo como o centro do universo e Deus açoitava seus infiéis em troca de um punhado de ouro. Todos aqueles hipócritas renasceram com nova carne e isso significa que o mundo continua perdido e o universo não tem nem idéia do que ele está fazendo.

Eu posso ouví-lo chorar, Miguel e eu queria poder te abraçar e jogar um pano quente em suas costas, enquanto você enfiaria seus pés dentro de uma bacia de água quente com sal. Mas, precisamos ter calma agora e precisar de calma é algo que me faz gritar. Não sei se dou risada ou se choro, mas não se assuste com essas verdades maltratadas, elas estão aborrecidas porque não é nada fácil ser verdadeiro. Sua barba está enorme, Miguel e o chá está esfriando e alguém como você não pode morrer em um chá gelado.

Cronos é um maldito que só faz contar os dias! E quando penso que estou para encontrar Afrodite eu tropeço e caío num buraco e tudo o que eu encontro é Perséfone com sua mania estranha de viver carregando aquela frutinha. Hades sorri. O que eu posso fazer? Queria poder cruzar todas essas realidades e dizer para você beber o chá o mais depressa possível, antes que escorregamos mais uma vez e sua janela começa a te mostrar algo como uma rua cinzenta cheia de gente feia.

Explica-me, Miguel, como pode isso? Por que eu tenho que sentir essa falta que eu sinto de você se nem sei em que universo você foi se meter em meus ultimos sonhos? O que as pessoas irão pensar de mim? Vão dizer que mesmo com toda essa idade eu ainda tenho uma mania infantil e louca de amigo imaginário. Quem vai acreditar em mim se eu disser que você é real, sem que você se materialize logo? Lamento te informar, mas a maioria já está questionando em qual hospício irão me internar. Então, prove logo, prove logo para todos eles que você existe, ou esquizofrênia será pouco para o meu diagnóstico.

 Plagiando o Vortek – Ao som de Persephone – Cocteau Twins

sábado, 4 de dezembro de 2010

Entregue-me aos rios

Uma manhã cinza, o mundo parece estar um tanto complicado hoje, as verdades me soam como mentiras, as mentiras como verdades, e, eu acho que estou bastante confusa. Mas, nós podemos escolher o que queremos ser hoje e eu acho que às vezes eu só queria poder ter um pouco do passado de volta. Isso soa melancólico, eu sei. Mas, quando as sombras dançam na parede do meu quarto eu juro que talvez eu não encontre mais ninguém no mundo como ele.

Tão longe, tão perto... Eu continuo lendo esse livro em voz alta, eu observo a aranha que morreu no corredor, eu acendo mais um cigarro, espio o dia pela janela e nesse rio que atravesso, quem sabe o próprio Aqueronte, eu não sei exatamente para onde estou indo, sendo, talvez, qualquer uma de minhas escolhas um caminho para o Érebo.  Isso não me deixa triste, não, é o passado, a outra margem que deixei que às vezes sopra uma brisa de melancolia.

E enquanto eu caminho por essas ruas sujas dentro dessa manhã cinza e quente, as pessoas seguindo para viver o dia, lembro-me nos cantos mais inusitados de alguns momentos e nesse pequeno instante eu escondo de mim qualquer tipo de sentimento que esteja em desacordo com a nuvem que escorre tempestuosa para o sul da minha alma. Por favor, me deixe sozinha agora, eu só preciso jogar poker.

Você está arrependido? Está arrependido? Nós cortamos as arvores, transformamo-las em lenhas, ateamos fogo e nem precisávamos disso. Foi pura diversão, você teria me dito. Eu nem ligo, eu nem ligo. Sabe o que eu encontrei aqui? Alguns pedaços de sorrisos velhos que caíram junto com a chuva que devastou a cidade, Caronte sorri, talvez eu mesma estivesse também sorrindo nesse barquinho.

Pegue sua corda, amarre-a bem no teto e depois a aperte ainda melhor em seu pescoço. Sem carta de despedida, sem moeda sob a língua, não nos encontraremos no Érebo. Mas, se quiser, eu posso escorregar nesse abismo e te entregar uma rosa, ainda que morra, porque a morte é só mais um começo. Porém, eu não entendo, estou moribunda há tanto tempo e nunca morro. Minha corda era fraca demais...

Leio novamente o livro em voz alta, todos os dias eu perco grande parte do meu precioso tempo lendo esse livro cheio de mentiras. Eu acho que só preciso de um banho, uma cama e algumas horas de sono, mas isso não exclui o fato de eu estar perpetuamente cansada disso tudo. Isso não exclui o fato de excluir o excluso, eu inclusive.

Onze da manhã, o dever me chama, o lado b da vida me espera, talvez um poço de morte, ou uma fonte dos desejos, talvez um céu enegrecido ou uma terra esbranquiçada. I don’t mind! Temo não haver mais ninguém no mundo como ele. Temo não haver mais mundo como aquele. Temo estar tomando a decisão errada. Temo, mas não faço nada, porque às vezes pode se sentir um prazer divino em temer. Jogue o que restar de mim no Estige, mas minha mente, minha mente, essa é para o Lete.

E eu me deito, eu me jogo, eu minto, eu te amo, eu te detesto, eu falo a verdade, eu jogo baralho com Loki, eu escorrego no tobogã do horrível para me afogar no Nilo... E em meu ultimo lamento, em meu ultimo lamento, eu imploro a Dionísio, ainda que implorar não seja uma arte que eu faça bem... Por favor, leve-me, leve-me para todos os lugares e para lugar nenhum, Dionísio, porque maldita foi a hora que Prometeu me deu este fogo amaldiçoado! Porque eu desejei ser humana, mas Prometeu insistiu para que eu fosse um ser divino.

E eu morro, eu sinto sua falta, eu gargalho, eu digo e eu estou mentindo. Leve-me agora para longe, Dionísio. Estou farta do abismo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Love



Ele não me disse absolutamente nada, sequer uma palavra...

Quando me coloquei numa posição de total desesperança,
Certa de que nada adiantaria...

Então, a sala encheu-se com o seu cheiro, o seu perfume...

Ele estava em todos os lugares, ele estava ao meu redor...

Ele estava em todos os lugares, estava acima e dentro de mim...

E nada no mundo poderia ser tão adorável...

Nada no mundo poderia ser tão confortante...

Nada no mundo se iguala ao meu amor...

Nada no mundo pode me amar tanto...

E eu senti tudo, ouvi tudo, soube de tudo

Ainda que ele não me dissesse nada.


terça-feira, 16 de novembro de 2010

How Soon Is Now?

Não que eu pudesse dizer tudo com precisão, mas sei o que me espera na próxima curva e eu não sei se estou sendo justa, mas eu preciso jogar com isso, não porque isso muda todas as coisas ou por algum motivo eu esteja sendo maldosa, eu também preciso disso como preciso de ar. Ele teria me dito que o espelho é um tipo de portal e muitas vezes não sei se reconheço aquele meu reflexo nele.

Matem o último homem restante dessa raça mutante, porque quando a musica simplesmente parar de tocar, alguém com um extremo bom gosto deitará uma lágrima, não porque isso faça qualquer sentido, mas os anjos às vezes não são tão generosos quanto queremos que sejam. E eu tenho deitado algum tipo de compreensão dentro disso, mas aquelas fotos, todas aquelas fotos, não me disseram qualquer outra coisa a não ser o quanto isso pode ser difícil para você e não que eu esteja sendo pessimista, mas isso é encantador.

Permita-me tomar um pouco de seu tempo, porque isso é tudo que você poderia estar disposto a me dar agora e quando o sol evita aparecer no horizonte, não que isso seja tão difícil, mas a vida deita um tipo de concordância dentro da alvorada da perdição. E eu queria estar muito errada quanto a isso tudo, mas nunca me senti assim tão certa, tão sensata e tão sóbria. Não dentro dessa intensidade.

Por que teve de escolher ser uma ponte quando poderia ser um porto? Por que decidiu pousar, passarinho? Mas, creio que não estou tão certa quando eu dou o meu tempo para falar sobre você. Você não está claro, não, você não está claro e penso se não foi você que decidiu sumir com o sol hoje. Eu estou rolando nessas escadas que me levam para dentro do que acho que é um oráculo. Como saber se estou certa? Diante de tamanha ambigüidade poderia haver algum tipo de certeza, se não fosse pela nossa capacidade de interpretar tudo errado.

Você ouviu isso? Podemos interpretar tudo errado e isso talvez nos dê uma chance (em um milhão?). São essas imagens que saltam sem parar e eu penso que sei, eu penso que sei, mas eu posso estar enganada. Deitou um tipo de solitude no amanhecer, um tipo de escolha sinistra diante de um olhar impreciso. Isso não quer dizer que não podemos estar certos. Não, isso pode significar que nós estamos certos.

Eu não quero parar de escrever, mas são tantas informações que tomam minha mente que não sinto ter qualquer controle sobre isso e é tão obscuro isso que eu vejo para você. Você está caminhando num dia cinza, num dia muito cinza e eu acho que já vi essa história antes, eu acho que eu já vivi essa história antes. Deveria ser verão, sim deveria. Mas é inverno e o inverno nem sempre é cuidadoso com nossos sentimentos.

E diga que o vento pode estar soprando e dizendo que eu estou louca. O vento poderia levar isso tudo embora? Não, creio que não, esse é o seu tempo, o seu tempo e isso pode ser algo que te traga algum tipo de divindade. E como está se sentindo agora? Eu realmente estou preocupada e eu realmente quero saber como está se sentindo, porque não sei como podemos ficar depois que o caos nos pinta ao seu gosto. E nenhum tipo de pensamento ou sentido me faz pensar que o que estamos fazendo é pura tortura, pura tortura.

Acho que em dias assim gosto de me ver caminhando pelas ruas, a sombrinha me dá um ar de inocência. Eu acendo um cigarro e sinto como se estivesse chapada, ainda que eu não tenha ingerido nada e essas imagens, essas imagens não querem deixar a minha mente, essas imagens querem me provar algo, querem me dizer algo e eu gostaria de dá-las todas para você e por mais que eu quisesse, eu não conseguiria ser tão clara... De qualquer modo, você me julgará louca e isso me faz encolher no canto do quarto, porque, querido, eu queria ser um quadro bonito para você.

Diga para parar! Diga para parar! E eu não consigo fazer outra coisa, eu me balanço na cadeira, eu quero dizer isso para todo mundo, eu quero dizer, mas ninguém me compreenderia ninguém me compreenderia. Resta-me deixar isso escrito em algum lugar para depois provar que eu sempre soube, eu sempre soube. E, querido, eu realmente me importo com você, embora adiante acreditará piamente que não. E eu não desejo que seja diferente e eu desejo que seja diferente. Talvez seja essa minha maldição, me responsabilizar por tudo o que estou fazendo para você.

Querido, me abrace e diga que eu estou louca.

domingo, 14 de novembro de 2010

Confusão

Alguém desmaiou na escada e foi o maior fuzuê. Ninguém sabia exatamente o que estava acontecendo, mas como todos os seres humanos comuns, todos procuraram por uma resposta rápida. Alguns corriam achando que era incêndio, outros diziam que alguém acabava de ser baleado, outros disseram que uma mulher havia dado a luz na saída de emergência, outros que era algum bêbado fora de si. Então, uma mulher suspirou dizendo “Que confusão!” e um velhinho sorriu para ela em resposta: “Confusão não, caos criativo”.

De algum lugar muito alto aquele maluco saiu do vórtice de energia e jogou milhares de sementes pelo mundo, depois saiu correndo pelado num grande centro gritando “liberdade”. Quem poderia entender o que estava acontecendo? Todos se apressaram para dar um sentido para o acontecido, não importava se era verdadeiro ou não, desde que tivesse um sentido, uma causa, uma razão de ser. Provavelmente algum militante maluco.

E aquela menina comendo salgadinho no banco da praça, enquanto olhava umas crianças se divertindo nos brinquedos, pensava que razão era a coisa mais louca que alguém poderia ter inventado. Não conseguia pensar em outra coisa a não ser justificar a loucura como uma medida de dar um sentido as coisas. Explicar como? Para quem? E sobre o quê? Você tem certeza? Você tem mesmo certeza?

 E então houve a história daquele homem, que se perdeu na realidade, desde que começou a sonhar perdeu toda a noção de sonho e realidade, então começou a dizer que isso era sonho e aquilo era sonho e assim ele se tornou um grande sonhador, vivia sonhando... Sonhando aqui e sonhando lá. E alguém ainda disse que ele era parecido com Buda.

Ele era bem esquisito, vinha correndo pela rua em minha direção, pela feição parecia ser um louco qualquer que tinha acabado de sair do hospital. Ele segurou meus braços com força, sentia seus dedos cravados em minha carne. E ele começou a berrar: “Deseje para si as piores coisas do mundo, saboreie as piores coisas do mundo, experimente cada coisa horrenda que encontrar, aprenda a se desapegar de sua aversão, que é apego, e então isso te tornará tão forte, mas tão forte, que só poderá lidar com o mundo por meio do amor”. Soltou-me e continuou gritando: “Nenhum outro lhe dirá não, nenhum outro lhe dirá não”. Dei de ombros.

Três bruxas vivendo numa casa radioativa, elas eram reencarnação das Moiras. Isso mesmo, Cloto, Láquesis e Átropos e estavam perdidas por aqui. Por incrível que pareça elas adoravam comer patê de ração de cachorro com arroz, embora não soubessem o que era arroz. Apesar de toda essa confusão, elas são benéficas e entregam cachorro-quente para aqueles que elas convidam para a casa radioativa delas. Elas são mendigas, mas controlam o destino!

Confusão? Não, apenas caos criativo.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Como posso chamar isso?

Sons, cores, imagens, abstrato...

Procurando minha liberdade me sinto insana, há uma estranheza... São relacionamentos eternos, relacionamentos eternos...

Eles estão ali e existem e sempre existiram, mas você não se dava conta disso, como que se tais relacionamentos já estivessem acontecendo o tempo todo, até que o percebe e então, ele parece uma realidade para você, mas ele já era real antes mesmo de olhá-lo, ou tão irreal que depende da sua credibilidade consciente para existir.

Isso me faz lembrar o giro financeiro, ele existe ainda que eu o desconheça como eu existo ainda que ele me desconheça.

É tão estranho, tão estranho... E é tão normal quanto juntar um monte de letras para formar essa frase, tão atual como o jornal de hoje, tão devastador quanto à tempestade que desabava do lado de fora quando isso me tocou.

E sinceramente isso muitas vezes parece querer não fazer sentido. “Não espere uma resposta rápida” – ele me disse: “Eu só estou tentando dar um sentido intelectual para isso” – eu repliquei. E por algum motivo muito profundo, algum motivo realmente profundo, eu sinto que estou desabando, para dentro de mim mesma, para dentro do cosmo.

Ela se levantou tão bonita e tão feroz, ela se levantou e eu já sabia seu nome. Eu podia a sentir incomodada e eu queria que soubesse que eu tinha tanto medo dela, quanto ela pareceu sentir de mim, mas depois eu soube que só eu estava com medo... E eu a perdi por um só momento, eu a perdi e me vi furiosa.

B. não poderia fazer muito, eu bem sabia, nós podíamos jogar poker, mas talvez soasse estranho demais para duas pessoas tão diferentes. Eu acho que B. sabia disso, enquanto que eu ainda permanecia, para variar, como a confusa da história. E eu penso que preciso parar de ouvir para aprender ver. E eu penso que estou enlouquecendo quando a ouço gritar. E eu estou muito confusa e ela talvez se sinta incompreendida.

A musica é alienígena, mas terrivelmente hipnotizante, é tão profundamente relaxante, é como se estivesse ouvindo o som que criou o universo, parece tão profundo e ao mesmo tempo tão elevado, que quero me deixar ir. Uma coronhada na cabeça e a ordem: “Vamos, acorda!”.

Deixo mais um simples toque, eu me lembro do quadro bonito, que por raiva ou capricho, ou mesmo um cinismo auto-imposto e pouco percebido me fez jogar lençóis sobre ele, ignorando sua existência. Coisas tão difíceis de ouvir, coisas tão amáveis de ouvir. Coisas... E eu penso e no momento seguinte já estou confusa sobre o que estou fazendo...

E então o outro me mostra o quanto todos aqueles meus sonhos estavam certos, e sem que me perceba posso tocar o muro da sua insatisfação, eu posso tocar o muro da sua infelicidade. E sem que eu possa sentir de outro modo, dentro dessa limitação, não estou surpresa de que estava certa e não estou surpresa com o que está acontecendo, porque como nos relacionamentos, esses eventos já estavam acontecendo o tempo todo e ganhou nossa atenção, mas não sei dizer como, eu já os tinha percebido antes, quando as aranhas dançavam em meus sonhos. E eu lamento por não ser tão benigna, mas sinto prazer nisso.

Deliberadamente confuso, deliberadamente verdadeiro, deliberadamente estranho. Quatro histórias, enquanto delírio olha os morangos podres jogados na rua. Quatro seres, embora não sei dizer se isso faz qualquer diferença. Quatro episódios, embora eu não esteja ainda falando da tempestade. Porque é assim que tem de ser.



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