quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Voltando ao Caos

Disse Jesus: "O filho pródigo à casa sempre retorna"! hahahaha

Eu estou voltando meu amado, idolatrado, salve, salve, querido Chaos! :P

Esse aqui é o menino da vez!

Senhoras e senhores: Dranstic Glove! \o/



O que aconteceu, Dona Chaos Baby para você voltar de novo com essa falta de criatividade de criar videozinhos com sigilos?

Eu estou cansada de ser doida! Eu preciso novamente entrar naquele núcleo do caos e deixar as rodas do caos girando sobre todas as coisas! Sempre que eu tento trazer a ordem para dentro da minha cabeça, a confusão é tanta que eu perco até a noção de que eu sou apenas uma consciência vagando nesse mundo sem nem saber por quê.

Enquanto isso, vai brincando um pouco com esse vídeo aqui:


Vamos voltar aos trabalhos criativos e cuidar do que realmente interessa no momento porque tentar seguir o caminho ordeiro não está dando muito certo comigo.

Para reinicializar esse retorno aos caos, estando atento para as rodas que giram sem parar, eu criei um sigilo de “Start”. O mantra do sigilo é Dranstic Glove. Deixei propositadamente a palavra glove em inglês para lembrar um recapeamento, é luva eu sei, vamos apenas esquentar as mãos para colocar na massa! ^^

A idéia desse sigilo é trazer à tona uma sensação de centramento, serenidade e deixar a visão clara para ver as rodas do caos girando, criando assim um estado mental altamente criativo e perceptivo.

Novamente eu uso a cor amarela no sigilo para trazer sobre ele as energias solares, esse é um trabalho de Self e o amarelo está aí para nos lembrar disso. Também existe uma dose de alegria dentro do mantra do sigilo, para realmente deixar a energia criativa fluir livremente e banir as obsessões com risos e gargalhadas.

Carregar um sigilo é a coisa mais simples do mundo, todo mundo está careca de saber como faz, olha a imagem aí, fica repetindo o mantra verbal ou mentalmente, enquanto se masturba que já está de bom tamanho. Como é um sigilo basicamente de retorno ao estado caótico primário criativo e para deixar com que o bicho fique bom para qualquer um usar, eu criei um link entre ele e a Ellis num pequeno e simples ritual, assim o “bichinho” vai continuar recebendo a energia necessária para o melhor funcionamento. 

Seja lá o que o Caos quiser!  

Claro que não fui eu que fiz a musica do vídeo, mas eu a achei perfeita para o intento em si e por ser psytrance as batidas da musica ajudará quanto à gnosis podendo te levar para um estado hipnótico se manter a concentração bifocada entre o sigilo que salta na tela e a musica e mantra que você repete. 

Sem contra indicações!

A brincadeira realmente dita está abaixo:


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Enchendo Línguiça



A vida simplesmente é uma loucura. Que outra coisa ela poderia ser? Até pouco tempo atrás eu não teria a menor idéia de que minha vida estaria da maneira como ela está agora e tampouco que eu tinha que lidar com muitas necessidades das quais tenho que lidar agora. Castañeda fala sobre isso em um de seus livros quando diz: “Há muita coisa que você faz agora que lhe teria parecido loucura há 10 anos. Essas coisas em si não mudaram, mas sua concepção de si mesmo mudou; o que antes era impossível é hoje inteiramente possível, e talvez que o seu sucesso total em se modificar seja apenas uma questão de tempo. Nesse assunto, o único caminho aberto a um guerreiro é agir persistentemente e sem reservas. Você já sabe o suficiente sobre o procedimento do guerreiro para agir de acordo, mas seus velhos hábitos e rotinas o atrapalham.”

Hoje eu tive que evocar o elemento espírito para dar um jeito no fuzuê que os outros quatro elementos estavam fazendo dentro de mim, o desequilíbrio interno pelo qual eu estava passando. Então, isso também me fez refletir um pouco a respeito da auto-análise. Tenho me acostumado a ouvir que o auto-conhecimento é muito importante, o que eu concordo de fato, porém o que me fez pensar muito sobre isso foi minha própria instabilidade durante os dois últimos dias quando eu realmente decidi que eu tinha que me retirar do social para efetuar uma perfeita evocação do espírito dentro de mim. Então, hoje em que eu tive uma prática muito mais forte e de verdadeira entrega com um ótimo resultado, fiquei realmente questionando se a necessidade de se falar tanto ou de se analisar tanto a si mesmo em termos racionais, é realmente a forma mais eficaz de se encontrar um equilíbrio interior.

Tive um sonho daqueles hoje de manhã, cheio de símbolos e eu nem quis interpretá-lo, não porque ele não seja importante, talvez sua mensagem estivesse clara demais para mim, mas esmiuçar tanto e deduzir, veja bem, DEDUZIR, que possa ser isso ou aquilo, ou uma mensagem complexa de algo, pode causar mais confusão do que trazer a lucidez necessária em certos casos. Isso me fez questionar se essa tendência a um auto-conhecimento totalmente voltado a uma descrição racional de um estado “x”, ou de um eu y, não é apenas uma obsessão egocêntrica.

Estou questionando na verdade até onde há um real interesse de desenvolver o interior e se auto-conhecer, para a linha tênue de um egocentrismo desvairado onde sentimos um profundo prazer em observar narcisisticamente o quanto somos especiais por sermos doidos. Até onde vai realmente um desejo sincero de cura para então se transformar numa neurose. Penso hoje, e amanhã eu posso sim mudar de opinião, que os porquês são extremamente sensuais e por sua sensualidade eles poderiam parar por aí. Às vezes pode ser delicioso ser simplesmente uma incógnita.

“Estou há dez anos fazendo terapia e é impressionante como eu ainda tenho que fazer muito por mim mesmo para parar de me interessar em pessoas destrutivas, só de pensar na quantidade de coisas que eu tenho que fazer para mudar, fico desanimado” – li numa mensagem de um grupo de auto-ajuda que faço parte. É pra se pensar, não? Dez anos se esmiuçando todo na terapia e nada?

A verdade é que para se conviver em sociedade é imprescindível cuidarmos dessa parte “ego” de nossa natureza, que é segundo alguns espiritualistas apenas uma ilusão. Jung é um cara legal que foi mais além, que disse uma coisa bacana que era que sem uma real experiência mística não haveria cura. Então você pega um Víctor Sánchez dizendo que sem dar uma atenção ao Nagual, sem trabalhar com ele é impossível que tenhamos uma real transformação no nosso modo de ser. Acho que estamos começando a chegar lá!

“A primeira vez que você se levanta dentro de um sonho lúcido e olha ao redor dizendo para si mesmo: “Eu estou sonhando”, você simplesmente tem a sensação de que não sabe de coisa alguma sobre si mesmo”.

Só pra cultivar a dúvida.

Somos um ser dual segundo alguns e uma legião segundo outros. E ainda podemos dizer que não somos coisa alguma.

Minha mente não sou eu, minha mente está em mim.

Reconhecer – Aceitar – Investigar – Não se Identificar.


Hohoho  Papai Noel chegou! :P

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vida-morte-vida



Bem, no último post do Realidade Demitida, eu estava falando a respeito das crises transformacionais, como raramente eu consigo ser impessoal, coisa que eu deixei muito clara no último post também, eu estava passando pela pior crise transformacional de todos os tempos, e sinceramente, eu ainda não consegui sair dela totalmente, mas já posso sentir no vento a aproximação da primavera!

Dentro dessa crise eu tive que deixar amores morrerem, um emprego se arrastar até não sobreviver mais, eu tive que reavaliar quem eu achava que eu era, para ouvir os anseios de minha própria alma e tentar descobrir quem eu achava que eu queria ser. Conquistei coisas só para descobrir que não me serviam, repassei momentos só para perceber que eram inúteis, me civilizei só para ter certeza de que sou uma criança selvagem.

Atravessando essa floresta na noite escura da alma, eu simplesmente pensei que eu não sobreviveria, também pudera! A Morte me sorriu o tempo todo, com aqueles dentes amarelos dela e foi arrancando pedaço por pedaço de todas aquelas coisas inúteis que eu estava arrastando pela vida. Porém, por mais inúteis que poderiam parecer, elas estavam enraizadas em minha carne e isso foi bastante doloroso, muito doloroso. Parte do caminho foi a bad trip mais terrível que eu já tive na vida, a outra parte foi estar frente a frente com a morte me dizendo simplesmente para enlouquecer. É assim que mulheres civilizadas (ou que tentam se civilizar) passam pela iniciação xamã.

Isso me fez tomar outro rumo, que não era necessariamente estranho, mas após tanto tempo mantendo uma persona, é complicado quando se tenta tirar a máscara pregada à cara. Eu tive que reconhecer que por mais que os homens são de uma espécie realmente exuberante e bela, eu sou mulher e meu caminho reside no feminino. Então, títulos como Mulher Selvagem, Dísir, Volvas, Ljots, Bruxas, Xamãs, Dakinis, Sagrado Feminino, Deusas e Grande Mãe tem sido focos de minha atenção nos últimos dias. Não me mandem para a floresta, ou para tirar leite de vacas, ou para cuidar de plantas muito delicadas que isso realmente não será uma boa empreitada. Mas, estou me preparando para ser mãe novamente e algumas sementes de Olouloqui e Ipomea Violacea logo estão indo para o útero do meu jardim novamente.

O Odinismo misturado ao Xamanismo Tolteca de Carlos Castañeda voltou a ser focos de trabalho na reconstrução de mim mesma. Também tenho feito uma mistura deliciosa de paradigmas psicológicos como o Junguiano e o Transpessoal para reescrever o que eu estou planejando pra mim daqui em diante. Tenho usado de mitos e contos de fadas para fazer uma reprogramação e também estou num intensivo trabalho de metamorfose, que tem sido de certa forma um pouco angustiante. Estou tendo de lidar com um ego resistente e chorão que às vezes me faz simplesmente querer me esconder na toca e não ver a cara de ninguém. Isso não significa ao todo que eu abandonei tudo, ou que abandonei meus amigos, mas essa é uma fase, que eu chamaria de certo modo, analítica. O que vai sair desse ovo nem eu sei ao certo, deduzo algumas coisas, induzo outras, mas é sempre um mistério e é assim que tem que ser.

Eu até gostaria de dizer, mas não sei se posso confirmar que ainda assim eu continuo a Chaos Baby de sempre, ainda estou naquela fase de transição, então não tenho nenhum projeto coletivo para o momento, até porque estou numa fase muito introspectiva. Num dos sonhos que eu tive no percurso, foi me dito que isso estava intimamente relacionado ao próximo ano de 2012, que é também, por conseguinte um ano lunar. Talvez daí também esteja vindo essa urgência e necessidade de religar ao Sagrado Feminino e o caminho lunar. Quem sabe podemos esperar um ano muito delicioso para as mulheres?

Ressurgindo do caos criativo, aos arrancos e barrancos, eis que eu retorno a dar vida para o Realidade Demitida!
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